terça-feira, 31 de agosto de 2021

Financie seu Sonho e tenha acesso ao capital

 

1 | Introdução

Uma empresa é um sonho do seu fundador. Ninguém começa um grande negócio sem ter ambições, planos e vontade de mudar o mundo.  Para alcançar um crescimento acelerado, muitas vezes o empreendedor se encontra com o dilema da falta de recursos essenciais. Que empreendedor nunca pensou em ter recursos para trazer aqueles membros chave do time que a empresa precisa para decolar? Quem nunca pensou em ter um orçamento consistente e cuidadoso para investir no marketing da empresa e conquistar milhares de novos clientes? Para ajudar empreendedores a lidar com estes desafios, preparamos este guia, que ajuda o empreendedor a desmistificar a captação de recursos externos e a entender melhor quem ele deve procurar quando chegar este momento.

Colocar recursos externos pode realmente ser o combustível que falta para acelerar o crescimento da sua empresa. Mas antes de tomar uma decisão importante como esta, é preciso entender com clareza:

Como funciona a captação de recursos externos?

• Quais as principais fontes de recursos disponíveis?

• Como se preparar para receber recursos?

• Como aplicar estes recursos de forma eficiente?

• Quanto devo captar?

• Quais os custos associados a uma captação de recursos externos?

/Os custos envolvidos no processo:

Segundo o blog VentureBeat, e a experiência de dezenas de empreendedores, o processo de captação de recursos pode ser desgastante. Preparar apresentações, agendar dezenas de reuniões, finalizar um plano de negócios e dezenas de atividades de follow up consomem recursos e podem tirar seu foco do dia a dia do seu negócio. As empresas possuem recursos escassos e os principais funcionários envolvidos no processo de captação podem fazer falta na gestão, no comercial, recrutamento e várias outras áreas críticas para o sucesso. Além disso, este é um processo que pode falhar (várias empresas tentam captar recursos e não conseguem) e que leva tempo. Prepare-se para investir alguns meses se for captar recursos externos e tome cuidado para não perder o foco.

/É realmente a hora certa?

É importante entender até onde sua empresa consegue chegar com os seus recursos atuais. Nem sempre a captação de recursos externos é o melhor caminho. Se for possível adiar o processo e conseguir caminhar mais longe com as próprias pernas, pode ser um erro buscar recursos muito cedo. Uma startup ou uma empresa que ainda não encontrou com clareza seu modelo de negócios deve tentar ir o mais longe possível com seu próprio capital do que o capital externo, para não correr riscos desnecessários e/ou não conseguir uma negociação pouco vantajosa.

Captar recursos sem ter um produto pronto, clareza do seu tamanho de mercado, um plano claro de retorno de investimento ou um entendimento do seu custo de aquisição de clientes pode ser um grande problema e você pode não atingir as expectativas dos seus investidores/fomentadores/credores. Pense nisso com cuidado antes de prosseguir

//Pouco entendimento da alocação  dos recursos

Você sabe com clareza onde vai investir os recursos adicionais? Faltam alguns membros na sua equipe? É necessário investir em tecnologia ou marketing para crescer? Se você não tem certeza de como o acesso a mais capital vai impactar seu negócio, você ainda não está pronto para captar recursos externos. Analise seus números e identifique as alavancas que vão mover seu crescimento antes de começar o processo.

/Entendimento de quanto custa  o capital a ser levantado

Você sabe quanto vai ter que diluir sua participação na empresa ou o quanto você vai ter que se endividar para conseguir aqueles recursos? Tem ideia de quanto vai pagar de juros para conseguir captar os recursos necessários para o crescimento? É necessário ter entendimento das diversas fontes de capital e seus respectivos custos para que você consiga se preparar para uma captação de recursos definitiva. Pesquise, converse com outros empreendedores, só não deixe de se informar antes de começar uma captação.

//Alto impacto ou pequena/média  empresa

Você está na sua zona de conforto? Quer ficar nela ou arriscar ter que sacrificar noites e noites trabalhando no seu sonho? Tudo isso faz parte do empreendedorismo de alto impacto e nesse caso o capital é necessário. Mas se você está confortável com a velocidade de crescimento da sua empresa, ou não tem grandes ambições, talvez possa ignorar recursos externos e seguir crescendo organicamente. Saiba que vários fatores influenciam em uma captação de recursos, por isso você tem que saber exatamente onde quer chegar e ter profundo conhecimento do seu mercado.

Em geral o prazo para captação de um investimento de capital de risco é de 6 a 9 meses. Este tipo de investimento não exige garantias financeiras. Leonardo Simão, da Bebê Store, optou por este caminho. A empresa hoje tem mais de 200 funcionários e faz 30 mil pedidos por mês, um volume de crescimento enorme, a uma velocidade muito grande. Essa velocidade foi proporcionada pelo capital investido, afirma. “Após o investimento, tudo muda naturalmente. Você tem que prestar contas, a contabilidade tem que estar organizada, tudo tem que estar organizado.”, segundo o CEO da BebêStore. Sem esse capital a empresa teria grandes dificuldades em concorrer no competitivo mercado de e-commerce para bebês na Internet.

Capital de risco

O capital de risco é um tipo de investimento para ajudar empresas a expandirem e alcançarem novos mercados. É um setor que se consolidou para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas, principalmente de base tecnológica. Os fundos de investimento de capital de risco são entidades financeiras buscando participar temporariamente na composição societária de empresas em períodos de alto crescimento. O objetivo é ajudar a empresa a crescer para que posteriormente ela seja adquirida por uma empresa maior ou abra seu capital em bolsas de valores. Nesse caso, o chamado evento de liquidez, o investidor de capital de risco busca recuperar seu investimento e ter lucro. O capital de risco pode ser classificado entre capital semente (investimentos em empresas em estágio inicial) e venture capital, (ou series A/B/C/ Growth investments) que são focados em ajudar empresas consolidadas a escalarem sua participação de mercado. Dentre as opções disponíveis, geralmente é o capital com custo mais caro, afinal é vendida uma participação societária que pode se valorizar muito com o tempo e podem ocorrer alterações na dinâmica de controle da empresa, que podem afetar a liberdade do empreendedor

A Lema21 é uma marca de óculos de grau que oferece pela Internet produtos de qualidade, com design exclusivo. Foi fundada em 2012, após vencerem Alumni New Venture Competition de Harvard, com o melhor business plan da América Latina. Isso foi interessante pois abriram portas para o contato com possíveis investidores.

Jonathan Assayag, co-fundador da empresa, diz que eles decidiram seguir um sonho: criar uma marca que iria revolucionar o mercado ótico, com um modelo disruptivo de negócios. Para isso, eles precisavam de capital e procuraram investimento antes de lançarem um protótipo ou uma marca.

Assayag também diz que Investidores olham para dois pontos: tamanho de mercado e um time qualificado. Para a

Lema21, o mercado era vasto e o time complementar. As habilidades dele somadas às da sócia, Naomi Arruda, cobrem as diversas áreas que a empresa contempla. Isso é muito positivo para o negócio, segundo ele, pois cada um irá focar em seu papel e não irá interferir no trabalho do outro.

Por fim, ele cita o relacionamento da Lema21 com os seus 5 investidores-anjo, com quem tem reuniões mensais, nas quais trocam ideias e experiências. Assayag considera isso muito positivo, pois os investidores-anjo somam muito às decisões que eles tomam na Lema21.

Os investimentos de Private Equity são similares aos investimentos de capital de risco, porém geralmente são feitos em empresas consolidadas e faturando dezenas ou centenas de milhões de reais. O objetivo deste tipo de recursos é ajudar no crescimento da empresa para uma possível abertura de capital em bolsas de valores. O private equity também pode ser uma fonte de recursos para empresas de capital aberto, visando alterações nas dinâmicas de controle, operacionais e/ou saída e entrada de parceiros estratégicos. Este tipo de negociação demora em média um ano para se concretizar e costuma ser extremamente complexo com relação a governança e due dilligence das empresas.

Dívidas Bancárias

As dívidas bancárias são uma das maneiras mais conhecidas e difundidas de acesso a capital. O funcionamento é bem conhecido: o banco te fornece um empréstimo para ser pago em várias parcelas, acrescidos de juros. Para fornecer esse empréstimo o banco faz uma análise de risco para saber o potencial da empresa em honrar com suas dívidas. Existem atualmente centenas de linhas específicas de crédito para empresas em expansão. Estas linhas geralmente requerem garantias das empresas (patrimoniais e de fluxo de caixa) e são concedidas baseadas nos números do negócio. Se a empresa consegue comprovar seu potencial de alavancagem e sua capacidade de pagamento de juros, a dívida bancária pode ser uma boa opção. As principais linhas de créditos para empresas neste estágio podem levar anos para serem construídas com um banco e geralmente exigem uma grande abertura de dados da empresa para o potencial credor. Se for obter recursos através de dívidas bancárias, certifique-se que você cresce a uma velocidade maior que os juros assumidos. Outro ponto importante a se considerar é que quanto mais garantias sua empresa puder oferecer, menores juros você pagará.

Edivan Costa fundou a SEDI em 1991. Ele atuava como despachante imobiliário e mantinha a SEDI como empresa individual. E em apenas 5 anos, ele conseguiu fazer com que ela crescesse e se tornasse uma especialista em Assessoria e Consultoria empresarial no setor de Licenças Governamentais. Para alavancar esse crescimento, Edivan precisou de um empréstimo de banco. Ele conta que para conseguir esse empréstimo teve que aprender e entender como ele deveria se preparar para a conversa que teria com o gerente do banco ao pleitear o investimento. Edivan fala de uma frase que o marcou. “Pergunte ao gerente se ele trata mal o pobre. Se ele disser que sim, responda que ele te tratará mal, pois você está pobre agora. Mas que já sabe como sair dessa situação.” Edivan deixa bem claro a necessidade de ter um planejamento bem traçado, com diversos dados e fatos, como seu fluxo de caixa, suas despesas, suas expectativas de ganhos e o projeto de como ele pretendia pagar o banco antes de contactar o banco. Ele precisava chegar à reunião com tudo isso pronto. Então, trabalhou um fim de semana inteiro, sem perder tempo, focado em deixar seu material pronto para que o banco confiasse em seus planos e emprestasse o dinheiro que ele precisava para alavancar a SEDI.

Dívida de Fomento

Dívidas fomento tendem a ser parecidas com as dívidas bancárias, porém com um prazo e burocracia sensivelmente maiores que as do mercado privado. Estas linhas de crédito especiais existem para impulsionar o desenvolvimento de empresas que tenham potencial de trazer impactos positivos para a economia do país. Para se conseguir acesso a uma dívida de fomento é necessário passar por aprovações e burocracias muito mais rigorosas. Porém, existem muitas opções com juros bem abaixo dos valores praticados no mercado privado, pois são parcialmente subsidiadas pelo governo. São exemplos de linhas de dívida fomento a CIETEC e a CRIATEC.

A Magnamed é uma empresa fundada em 2005, por 3 engenheiros que desenvolveram um projeto de simplificação da pneumática dos ventiladores pulmonares (basicamente, os aparelhos que auxiliam na respiração de pacientes). O projeto visava aumentar a confiabilidade, durabilidade e facilidade de fabricação e manutenção do produto. Wataru Ueda, um dos 3 fundadores, conta que desenvolveram um plano de negócio e enviaram para o CIETEC, uma incubadora dentro da USP. Por dois anos desenvolveram o projeto e em 2008 conseguiram o aporte de recursos através do CRIATEC, que usaram para o crescimento e manutenção da empresa. Em 2011, conseguiram todos os registros e começaram a comercialização do produto. Ele também deixa claro que para conquistar esses recursos é necessário que você esteja dentro do temas abordados na epóca e traga algo inovador para o mercado. Ueda acredita que esses são os principais pontos analisados pelos órgãos financiadores de projetos.

Subvenção Econômica

A subvenção econômica é uma alocação de recursos do governo destinada a cobertura dos déficits de inovação ao mercado privado. Basicamente o governo oferece, a custo próximo de zero, recursos para que empresas privadas invistam em pesquisa e desenvolvimento. É um instrumento político governamental utilizado em países desenvolvidos, sempre em acordo com as normas da Organização Mundial do Comércio. A primeira chamada de subvenção econômica no Brasil ocorreu em 2006. Atualmente existem vários programas e os mesmos seguem o formato de editais. O foco dos recursos é para investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O processo é bastante burocrático e acompanhado de perto pelo governo, mas não existe exigência de grandes garantias, oferecendo um custo de capital baixíssimo.

Como escolher uma fonte para captação de recursos?

Diversos fatores influenciam na escolha da fonte de captação de recursos, por isso é preciso entender bem sua empresa e as dinâmicas de mercado. Entre os mais comuns, estão:

//Maturidade da sua empresa:

Empresas mais maduras são entendidas mais facilmente pelo investidor. Modelos inovadores, menos provados e com menos tração tendem a ter menor aceitação pelo mercado de capitais, por exemplo.

//Entendimento do fluxo de caixa do negócio: Se o fluxo de caixa da sua empresa é previsível, não muito sujeito a variações e o mercado está aceitando bem a empresa, possivelmente você terá mais acesso à capital e um menor custo. Imprevisibilidade e ausência de métricas claras, assim como sazonalidades de mercado, geram insegurança em quem te forneceu o capital, seja um banco ou um investidor.

//Tendências de mercado: os mercados são cíclicos e podem estar turbulentos em alguns momentos. Entender a dinâmica do mercado é essencial para saber a hora de captar recursos.

Tudo certo? Sua empresa está decidida que buscar recursos externos é o melhor caminho? Já escolheu a fonte de recursos que vai buscar? Chegou a hora de se planejar e organizar todas as finanças da sua empresa, ter todos os números na ponta do lápis e ter suas planilhas de modelagens de crescimento fixas na memória. Para se preparar para esta captação, separamos algumas dicas de preparativos para ter sucesso no processo. Confira abaixo algumas perguntas que você vai ter que responder antes de sair do escritório para começar uma captação:

Quando a empresa pretende crescer e em quanto tempo?

Sim, antes de captar, você tem que modelar cenários. Quanto sua empresa cresceria sem os recursos? Ela continuaria crescendo em um ritmo legal? Lembre-se sempre que o capital é o combustível do crescimento das empresas, mas em um mercado consolidado é natural que as boas empresas cresçam organicamente anualmente. Nunca pense na falta de capital como uma restrição e sim como uma oportunidade de acelerar. Você vai precisar demonstrar para o mercado que o capital simplesmente vai acelerar uma empresa campeã

Quais recursos são necessários?

Se você vai captar recursos, é preciso demonstrar a finalidade do capital. Como os recursos serão utilizados? Sua empresa tem carência de capital de giro? Equipe? Marketing? Tudo isso deve ser demonstrado no seu modelo para que fique claro para o credor ou investidor onde você estará colocando os novos recursos na empresa. Com essas informações você será capaz de determinar a quantidade de capital a ser levantada e aumentará a chance de sua captação ser bem sucedida.

Quais são os custos destes recursos?

Nada vem fácil. É preciso, antes de sair para captar, saber exatamente quanto vai custar a você cada real investido em sua empresa. Seja em ações, juros ou garantias, é preciso dimensionar o quanto aquele dinheiro vai custar e mensurar se isso justifica a captação. Se sua empresa vai crescer mais aceleradamente com os recursos e você e seu investidor vão dividir um bolo maior, ótimo. Mas é importante saber exatamente o tamanho do bolo que você está dando para o investidor e garantir que os objetivos de ambos estão alinhados.

Em que momentos esses custos devem ser desembolsados?

É necessário também saber em que velocidade estes recursos serão dispendidos. Sua captação leva sua empresa até quantos clientes? Quanto tempo você terá caixa para captar? Ela é suficiente para você chegar aonde você planeja? Em que momento do plano ocorrem grandes descapitalizações? Quanto tempo você imagina que o dinheiro dessa captação irá durar?

O que pode ser usado como garantia?

Saber quais garantias você pode dar para o credor ou investidor é importante. Se você está buscando capital de risco, é importante se familiarizar com conceitos mais complexos como drag along & tag along, preferências de liquidação. Se você está captando empréstimos, levante as possíveis garantias que você poderia oferecer e utilize-as para abaixar os juros do seu empréstimo.

Qual a fonte de capital adequada para recurso?

Cada tipo de recurso tem sua particularidade e cada empresa é única. Entenda as limitações e características do investimento que você está buscando para ter um plano eficiente. Alguns exemplos a se considerar:

• Uma empresa de tecnologia, com mercado ainda inseguro e um modelo não provado, provavelmente possui maiores chances de levantar recursos de capital de risco que uma dívida bancária, por exemplo.

• Uma empresa que tem muitos contratos e recebíveis pode utilizar estes recursos como garantia para conseguir aportes de capital com baixos juros da iniciativa privada.

Uma empresa de biotecnologia que investe muito em pesquisa e desenvolvimento tem o perfil ideal para projetos de subvenção econômica, uma vez que muitos programas se encaixam nessa linha.

//Até aqui abordamos as principais fontes de capitais, como escolher que tipo de capital buscar e como se preparar para uma captação. Agora é a hora de partir para o ataque

Então é isso! Após analisar com calma a situação de sua empresa e todas as possibilidades de se ter aceso a capital você chegou à conclusão de que uma entrada de dinheiro é o que falta para dar o próximo salto! Agora é só ir lá e conseguir o dinheiro, certo? Bem, não é tão simples. Independente de qual caminho você resolveu seguir, é sempre necessário se preparar para não cair em armadilhas e aumentar suas chances de conseguir uma negociação favorável.

Cada forma de captação possui suas particularidades, sendo que algumas necessitam de preparação e esforços bem maiores, dependendo do risco envolvido para o investidor. Um banco irá pedir muito menos garantias do que um investidor de risco, por exemplo, afinal ele possui muito mais garantias de que irá receber seu dinheiro de volta, incluindo juros. Se você já fez os preparativos que sugerimos no último capitulo, é hora de botar para fazer e ir atrás do dinheiro! Mas fique atento a todos os detalhes e riscos necessários para uma boa captação.

Um empréstimo pode ser uma solução rápida para se levantar capital, mas não deixe que isso seja um motivo para você sair correndo e tentar conseguir o dinheiro o mais rápido possível. Existem vários bancos e várias linhas de crédito disponíveis no mercado, sendo que algumas podem ser bem mais vantajosas que outras.

A primeira pergunta que deve ser feita é: a quais linhas de crédito eu tenho acesso? Isso depende de vários fatores, como tamanho da empresa, mercado em que ela opera, saúde financeira e o histórico de crédito que ela possui. Com essa lista em mãos, é fácil saber quais são as modalidades de crédito mais vantajosas e ir direto a elas. Veja algumas boas práticas para os tipos de empréstimo mais comuns do mercado:

Empréstimos Bancários

Um empréstimo bancário possui duas características às quais todo empresário precisa ficar bastante atento: o fato de ser um capital relativamente rápido de se conseguir e a quantidade de bancos que estão no mercado. Ou seja, é importante evitar a pressa para se conseguir o dinheiro, uma vez que há várias opções de bancos disponíveis e uma pesquisa aprofundada é crucial para se encontrar o melhor banco para o empréstimo.

Se você se preparou bem para pedir o empréstimo já sabe o que pode oferecer como garantia (quanto mais garantias, menores as taxas de juros) e como pretende pagar as prestações. Faça uma planilha com todos os bancos com que irá falar e coloque as condições que eles ofereceram de acordo com todas as informações que você forneceu a eles. Somente após visitar todos os bancos e preencher essa planilha é que uma decisão deve ser tomada. Não caia na armadilha de pegar o empréstimo no seu banco atual só porque você tem uma boa relação com o gerente. Apesar de isso ajudar, somente uma pesquisa completa te dará a resposta real da melhor opção a ser tomada.

Linhas de fomento e cartão BNDES

As linhas de fomento são uma ótima maneira de se fugir dos altos juros que podem incidir em empréstimos bancários, já que são linhas destinadas a impulsionar algumas atividades de interesse do governo. Obviamente é um dinheiro mais difícil de se conseguir e o processo é um pouco mais demorado, mas não deixe isso te desanimar. No final das contas as taxas realmente valem a pena.

O principal orgâo de Fomento é o BNDES, porém existem outras linhas de fomento de órgãos como a Finep, Fapesp, e demais entidades estaduais. Fique atento aos editais.

Existem várias linhas de fomento disponíveis no BNDES, sendo que essas variam de acordo com a necessidade de sua empresa, incluindo: capital de giro, aquisição de máquinas, investimento em tecnologia, entre outros. Para você saber a qual dessas linhas você tem acesso use o simulador Mais BNDES.

/Dentre todas as soluções oferecidas pelo BNDES a mais simples de se obter (e usar) é o Cartão BNDES, que funciona como um cartão de crédito. A vantagem do cartão BNDES é que ele pode ser pedido de maneira “preventiva”, ou seja, é possível ter o cartão mesmo sem a necessidade de se pegar um financiamento e usá-lo quando necessário. O teto do cartão é de R$1 milhão, mas ele somente pode ser usado em fornecedores cadastrados pelo banco.

Subvenção Econômica requer atenção aos detalhes

Conseguir capital através de subvenção econômica é uma tarefa burocrática, afinal, é um investimento público que pode ou não ser reembolsável e o governo busca garantir que está investindo bem o dinheiro do contribuinte. O primeiro passo para se levantar dinheiro através de subvenção é acompanhar as chamadas públicas feitas pelos órgãos governamentais como a Finep (veja as chamadas em aberto nesse link). Esses órgãos sempre disponibilizam um edital com todas as regras a serem seguidas, então é importante ler com calma para não perder sua chance por causa de algum detalhe. A rigidez nesses processos costuma ser bem alta.

Quer um investimento? O importante é organizar-se

A presença do capital de risco no Brasil está em acelerado crescimento, com cada vez mais fundos de VC (Venture Capital) presentes no Brasil e interessados em investir em empresas de alto potencial de crescimento no país. Como já foi dito anteriormente, esse tipo de investimento é o mais caro disponível pois o investidor fica com uma parte da empresa, mas por outro lado o empreendedor não se endivida no processo.

O processo de levantamento de capital de risco é geralmente complicado e demorado, é muito comum que um empreendedor fique mais de 6 meses em captação (isso se ele realmente conseguir o investimento), o que toma bastante tempo e paciência. Os investidores se tornarão sócios da empresa, afinal. Logo, é comum que eles queiram conhecê-la a fundo e ter confiança de que estão entrando em um bom negócio.

//Por causa dessa complexidade é muito importante que seu processo de levantamento de capital seja bem estruturado para aumentar suas chances de sucesso e também evitar que se torne uma tarefa cara e que irá se arrastar por mais tempo do que o necessário. Para te ajudar nesse processo, separamos alguns pontos cruciais a serem observados!

Prepare sua História

Como você deve imaginar, investidores são pessoas muito ocupadas que recebem centenas de apresentações de empresas interessas em conseguir um investimento. Por esse motivo é muito importante que você consiga prender rapidamente a atenção do investidor e para isso é importante que sua empresa conte uma boa história.

Mas o que é uma boa história? É óbvio que não estamos sugerindo que você conte, literalmente, a história de como sua empresa nasceu e cresceu. Uma boa história significa contar para o investidor a razão pela qual ele deve escolher você. Essa história deve incluir:

• O problema que sua empresa  irá resolver

• Tamanho do mercado

• Sua solução

• Seus números

• Porque você (e seu time) são as  pessoas ideais para executar a ideia.

Com essas informações feitas é hora de montar uma apresentação, chamada de Slide Deck, e treinar várias e várias vezes até que você consiga apresentá-la de olhos fechados. Além disso, com a sua história bem clara na sua cabeça, fica muito mais fácil fazer seu Elevator Pitch, uma apresentação rápida e concisa da sua empresa. Tente mantê-la com mais ou menos 30 segundos de duração, ou seja, tempo suficiente para conseguir apresentar sua empresa caso você encontre com um potencial investidor no elevador. E não basta só apresentar sua empresa, o investidor precisa, através do pitch, sentir o sonho do empreendedor.

Faça uma lista de investidores

Todo empreendedor deve ter em mente que um investidor irá se tornar um sócio na empresa e por isso deve ser escolhido com bastante cuidado. Dependendo do tipo de investimento, maior é a participação do investidor nas atividades da empresa. Enquanto um investidor anjo pode simplesmente te dar o dinheiro e pedir algum feedback de vez em quando, um VC muito provavelmente terá participação no conselho da empresa, pedirá relatórios frequentes, etc. Ao buscar um investidor tenha em mente que essa será uma relação de longo prazo, então é importante pesquisar bastante para saber quais investidores podem ser uma boa escolha para sua empresa. Veja o histórico de investimento, converse com outras empresas que já foram investidas, converse com pessoas do mercado, etc. Faça com eles o mesmo que eles farão com você e aprenda o máximo possível.

Hora de entrar em contato

Uma vez selecionados, crie uma planilha com uma lista de todos os investidores e informações relevantes sobre eles, como pessoa de contato, se já foi contactado ou não, informações sobre o fundo, entre outras. É essa planilha que irá te guiar durante o processo de contactar e se relacionar com cada um dos investidores. Agora é o momento de entrar em contato com eles, mas não pense em correr para o telefone ou para o seu email!

Nesse estágio, o networking é rei! Veja na sua rede de contatos quem pode te recomendar ou simplesmente apresentar a algum investidor. As chances de você conseguir uma reunião assim é muito superior do que um email do nada.

Coloque um prazo

Assim que você começar a contactar os investidores irá notar que esse processo é similar a um funil: de 50 contatos, 20 responderão, 10 farão uma reunião e 2 ou 3 irão se interessar pela sua empresa, por exemplo. Por causa disso é bom se manter organizado e, mais importante ainda, colocar uma data final para sua captação, senão esse processo pode se arrastar indefinidamente. A razão para isso ser importante é porque muitas vezes investidores, mesmo interessados em seu negócio, irão aguardar para ver como a empresa está andando e até onde ela vai, o que diminui suas incertezas. Se não houver concorrência ou um prazo final, isso pode durar um bom tempo. Quando seu prazo final chegar, os investidores interessados irão ter que tomar uma decisão e, caso não haja nenhum, é um bom momento para se considerar outras alternativas para a obtenção de capital.

Além disso, saber se preparar bem para conseguir as melhores condições e também não perder muito tempo e dinheiro no processo de levantamento de capital são princípios importantíssimos para que você não atrapalhe o andamento de seu negócio.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Ética Empresarial

  Ética empresarial: saiba o que é e qual a sua importância

Ética: esse é um dos assuntos mais discutidos atualmente. São muitos os escândalos que envolvem a falta de ética empresarial e política. Estampando, diariamente, revistas, jornais e noticiários por todo o país.

No mês de outubro de 2016, por exemplo, tivemos eleições para prefeito. Mais de 25 milhões de brasileiros deixaram de comparecer às urnas para votar. O índice de abstenção superou os 17,5% e impressionou autoridades e políticos.

Muitos deixaram de ir por desacreditar nos políticos, principalmente, pela falta de ética em suas atitudes. Diante de uma situação como essa, como ficam as imagens das organizações? Descubra nos tópicos a seguir mais sobre a ética empresarial!

O significado de ética

A ética é a parte da filosofia dedicada aos assuntos morais. Palavra derivada do grego, ela significa “aquilo que pertence ao caráter”. Para facilitar a sua compreensão, traremos este conceito para o nosso cotidiano. Basta examinar as condutas que você adota no dia a dia. Ou a de outros profissionais como um jornalista, um advogado ou um político. Os comportamentos identificados se referem à ética.

Algumas pessoas confundem a ética com as leis que regem nossas vidas. As leis usam princípios éticos para serem estabelecidas. Quem não as cumprir pode sofrer sanções. Já a ética não faz com que indivíduos sejam compelidos pelos demais ou o Estado por desobediência às normas éticas que regem nossa sociedade.

Isso já não acontece dentro das organizações públicas ou privadas, quando estas são estabelecidas e as empresas podem cobrar dos seus por obediência. É o que podemos chamar de ética empresarial.

A ética empresarial

Agora que você assimilou mais sobre o conceito de ética, vamos aprofundá-lo em relação às organizações empresariais. A ética empresarial determina a moral e a conduta dentro das empresas.

Quando uma organização entra no mercado, independentemente do porte dela, ela deve seguir alguns conceitos relacionados à ética empresarial. Antigamente, este termo era algo incomum. A atividade empresarial estava associada à eficácia dos processos e aos resultados financeiros que eles poderiam trazer.

A postura ética adotada por empresários e profissionais que trabalhavam para as organizações era algo implícito, que estava vinculado à formação de cada um.

A ética empresarial está relacionada aos valores morais e éticos de uma empresa dentro do seu ramo de atuação, assim como diante de seus clientes e concorrentes. Os valores dela são os mesmos que regem a ética como um todo e a conduta dos relacionamentos no meio social.

O impacto da ética em uma empresa

Quando uma organização adota e aplica a ética em seus princípios básicos, ela desenvolve potencial para crescer de maneira sustentável. Ela é vista pelos clientes como uma empresa séria e que tem responsabilidade.

As organizações que desrespeitam seus consumidores, fazem propagandas enganosas ou ofertas falsas — principalmente, com o intuito de ganhar dinheiro mais rapidamente — são condenadas ao fracasso. O sucesso dessas organizações costuma ser passageiro e, da mesma forma que ela cresceu, ela encolhe até desaparecer.

Dentro da organização, a ética empresarial fomenta boas relações tanto entre os próprios colaboradores quanto em relação aos clientes. O relacionamento entre todos passa a ser mais claro, tornando-se agradável para todos os níveis.

Atualmente, no mundo corporativo, a ética empresarial passou a ser vista como meta essencial a ser alcançada. O cultivo dela dentro das organizações passou a ser tratado com tanta importância quanto os resultados, sucesso financeiro, inovação e excelência.

Para que a seriedade dos propósitos e a transparência na administração das empresas ficassem em evidência, gestores e colaboradores passaram a identificar os valores e a missão das empresas para o qual atuam. É por meio desse mecanismo que a ética de cada organização passou a ser vista de forma mais clara.

Problemas relacionados com as atitudes das empresas e que foram vistas pela população de modo geral como ilegais — montadoras de carros que adulteram o modelo de testes para melhorar sua performance, por exemplo —, fizeram o mercado refletir diante de uma profunda transformação que era necessária: a da cultura das empresas.

A cultura de cada empresa passou a focar no comportamento ético para afastar a desconfiança e a descrença em relação aos escândalos que afetaram a imagem de uma série de empresas que tiveram problemas.

Líderes e liderados diante da ética empresarial

A ética empresarial também deve fazer parte das rotinas de líderes e liderados. O bom líder sabe lidar com todas as situações de uma maneira coerente. Sempre agindo com responsabilidade e seguindo as normas da empresa.

Para que todos os colaboradores possam agir em conformidade com o código de ética da empresa, esta necessita criar e divulgar as regras . Elas devem promover o desenvolvimento interno em relação ao meio social, aos clientes e o relacionamento entre líderes e liderados.

Quando se cria um código de ética empresarial, todos os colaboradores, sem exceção, devem conhecer o conteúdo, valor e os significados presentes no documento. A Roche, empresa do ramo farmacêutico, por exemplo, adotou uma política anti suborno e um código avançado de ética. O objetivo é diminuir problemas com direitos humanos, impactos ambientais e governança corporativa.

A relação entre a responsabilidade social e a ética empresarial

Entre os valores que o código de ética empresarial de uma organização deve ter, precisamos encontrar a responsabilidade social. A empresa que deseja ser vista com bons olhos pelo mercado, funcionários, clientes e o público de uma forma geral necessita ter um senso de responsabilidade social.

O interesse pela solução de problemas sociais pode ser demonstrado por meio de programas, cujo objetivo é beneficiar a população local. Isso pode ser feito com ações que promovam a cultura, a preservação do meio ambiente e o acesso da comunidade à educação. A empresa que tem um engajamento em prol da responsabilidade social consegue crescer e se desenvolver junto à sociedade.

A Puma, empresa de artigos esportivos, foi considerada uma organização séria em relação à gestão ambiental e dos trabalhadores. Primeiro, pois busca alternativas sustentáveis na fabricação de seus produtos. Segundo, pois incentiva a igualdade de oportunidades para seus colaboradores e  procura dar melhores condições de trabalho a eles.

Habilidades gerenciais e a ética

A ética empresarial está presente nas habilidades e competências dos executivos atuais, como a gestão, a liderança, a negociação, a comunicação e a inovação. Por esse motivo, é importante fazer uma reciclagem que atualize suas habilidades em gestão empresarial, inovação e visão estratégica, técnicas de negociação e coaching. Mantendo-se atualizado profissionalmente, você consegue revolucionar sua carreira.

Quem não ouviu frases parecidas com “Faz o bem e evita o mal” e “Não queiras para outro o que não queres para ti”. Elas são tão cotidianas que nem se costuma parar para pensar no verdadeiro sentido dessas expressões e a que assunto se referem. Nelas, estão contidos alguns dos princípios básicos de ética, pois a construção da sociedade foi sendo fundamentada em valores de natureza igualitária e libertária.

No Infográfico, você terá uma noção de alguns princípios que nossa sociedade estabeleceu para que houvesse equilíbrio social e felicidade humana.

Conceituando Ética. Nestas últimas décadas, o vocábulo ética tem sido muito utilizado em artigos de jornal, noticiários diversos, rodas de conversas presenciais ou virtuais. Em quase todos os lugares, ela tem sido usada para medir valores, parâmetro de honestidade ou justiça, além de ser um tema divisor de opiniões entre discussões.

Mas você sabe o que significa o conceito? Tem conhecimento acerca da construção teórica e filosófica sobre o que envolve? Já parou para pensar sobre isso? Ética é aquela expressão que todos sabem o que é, mas fica difícil de explicar em palavras, não é mesmo?

Mas com essa quantidade de acontecimentos que a sociedade vem atravessando ainda cabe discutir o tema? É possível debater/estudar ética? Veja um pouco mais sobre o tema, lendo o capítulo Introdução à Ética, do livro Ética, ​​​​​​​base teórica desta Unidade de Aprendizagem

​​​​​​​Esta dica foi retirada do vídeo do professor e filósofo Mário Sérgio Cortella no Programa do Jô, em que ele conceitua ética. Uma forma simples de compreender o conceito de ética é a partir da fala do professor Cortella, que nos traz o conceito de Ética como o conjunto de valores e princípios que utilizamos para escolher as três grandes coisas da vida. Isso significa que a Ética vai se construindo.

 Aí fica o questionamento: quero? Devo? Posso? A partir desses grandes paradigmas da sociedade atual, é feita uma brincadeira com as palavras para tentar refletir sobre o atual momento ético em que vivemos.

 "Tem coisas que eu quero, mas não devo; tem coisa que eu devo, mas não posso; e tem coisa que eu posso, mas não quero."


​​​​​​​


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Como elaborar um projeto integrador

 

1ª página

MANUAL PARA NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS

CURITIBA – 2016

2ª página

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................................................................... 4

NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS TÉCNICOS CIENTÍFICOS ................................ 6

REGRAS DE FORMATAÇÃO .........................................................................................................7

FORMATAÇÃO DE NÚMERO DE PÁGINA ................................................................................. 9

FORMATAÇÃO DE TÍTULOS........................................................................................................ 10

FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES.............................................................................................. 11

FORMATAÇÃO DE QUADROS..................................................................................................... 14

FORMATAÇÃO DE TABELAS....................................................................................................... 16

NUMERAÇÃO PROGRESSIVA PARA TÍTULOS NUMERADOS .............................................. 18

ESTRUTURA DO PROJETO INTEGRADOR................................................................................. 19

CAPA.................................................................................................................................................. 20

FOLHA DE ROSTO .......................................................................................................................... 21

RESUMO........................................................................................................................................... 22

LISTA DE ILUSTRAÇÕES ............................................................................................................. 23

SUMÁRIO ........................................................................................................................................ 24

INTRODUÇÃO................................................................................................................................. 25

PROBLEMATIZAÇÃO ................................................................................................................... 27

JUSTIFICATIVA.............................................................................................................................. 29

OBJETIVO GERAL......................................................................................................................... 31

OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................................................... 32

METODOLOGIA ............................................................................................................................ 34

TIPOS DE PESQUISA CIENTÍFICA ............................................................................................. 37

CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ................................................................................ 46

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................................... 47

CITAÇÃO ........................................................................................................................................ 51

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ....................................................................................... 57

CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................... 62

RFERÊNCIAS.................................................................................................................................. 64

APÊNDICES .................................................................................................................................... 69

ANEXOS .......................................................................................................................................... 71

3ª folha

INTRODUÇÃO

A Faculdade Padre João Bagozzi propõe este Manual para Elaboração do Projeto Integrador, como mais uma forma de incentivo à pesquisa a todos os que integram a sua comunidade acadêmica.

O manual, elaborado com a intenção de atender as necessidades de padronização na Instituição, revela o consenso da academia de que as normas são essenciais, pois permitem que a apresentação do Trabalho Acadêmico seja bem

estruturada e lógica, de modo a facilitar a compreensão do leitor e ressaltar a qualidade do texto.

Em conformidade com os padrões adotados em âmbito nacional e internacional, as regras definidas neste manual têm suporte nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que, por sua vez, é filiada a International Organization for Standardization (ISO).

Entende-se que Trabalho Acadêmico é aquele cuja finalidade é desenvolver habilidades de análise, interpretação e elaboração de conhecimento científico, assim como familiarizar o aluno com as diversas estratégias de coleta, processamento e análise de dados. Pressupõe-se que o aluno da Faculdade Padre João Bagozzi, através do seu Trabalho Acadêmico, tem a possibilidade de entender melhor sua realidade e de disseminar o conhecimento adquirido

4ª folha

NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS

TÉCNICOS CIENTÍFICOS

 SUMÁRIO - NBR 6027

 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS - NBR 14724

 REFERÊNCIAS - NBR 6023

 CITAÇÕES - NBR 10520

 TABELAS - IBGE - NORMAS DE APRESENTAÇAO TABULAR

 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES E SUBSEÇÕES - NBR 6024

 APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO - NBR 14724

5ª folha

REGRAS DE FORMATAÇÃO

MARGENS

 Papel branco ou reciclado, tamanho A4 (210 X 297mm);

 Impresso na cor preta - cores somente em ilustrações;

 Margens:

- superior e esquerda 3 cm;

- inferior e direita 2 cm;

FONTE

 Times New Roman ou Arial;

 Corpo do texto: 12;

 Corpo menor (citações longas, notas de rodapé, indicativos das ilustrações e tabelas): 10;

ESPAÇO ENTRELINHAS

 1,5 texto;

 1,0 citações com mais de três linhas, em notas de rodapé, em referências e em indicativos de ilustrações e tabelas;

PARÁGRAFO

 1,25 cm (padrão do Windows).

6ª folha

FORMATAÇÃO DE NÚMERO DE PÁGINA

 Algarismos arábicos;

 2 cm da borda superior e direita (frente);

 Não são contados os elementos da parte externa (capa);

 Contam-se sequencialmente todas as folhas a partir da folha de rosto, mas o número deve aparecer somente a partir da INTRODUÇÃO;

 Nunca utilizar números romanos para indicação de paginação.

7ª folha

FORMATAÇÃO DE TÍTULOS

Os títulos devem ser não-numerados, centralizados, digitados em negrito e letras maiúsculas.

Exemplo:

ERRATA

RESUMO

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

SUMÁRIO

REFERÊNCIAS

APÊNDICES

ANEXOS

 

8ª folha

FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES

Ilustração: Designação genérica de imagem que ilustra ou elucida um texto.

Consideram-se ilustrações:

 Quadros;

 Gráficos;

 Mapas;

 Desenhos;

 Fotografias;

 Plantas;

 Fluxogramas;

 Outros.

9ª folha

APRESENTAÇÃO DAS ILUSTRAÇÕES

 Identificação na parte superior;

 Fonte consultada na parte inferior;

 Fonte tamanho 10;

 Espacejamento simples;

 Título precedido do respectivo tipo de ilustração;

 Alinhamento centralizado;

 A ilustração deve ser citada no texto o mais próximo possível do trecho a que se refere.

10ª folha

FORMATAÇÃO DE QUADROS

 É formado por linhas horizontais e verticais;

 Laterais fechadas;

 Título precedido da palavra “Quadro”, numerado na ordem que aparece no texto,

fonte 10;

 Fonte na parte inferior, tamanho 10;

 Normalmente apresenta resultados qualitativos (textos);

 Pode usar espaçamento e fontes de letras com tamanhos menores que o texto (não precisa seguir o mesmo padrão do texto);

 Pode ser usado tanto no referencial teórico, quanto nos apêndices e anexos.

11ª folha

EXEMPLO DE QUADRO

Quadro 1 - Campanha descontos promocionais

MESES DIA PROMOÇÃO

Janeiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Outubro, Novembro e Dezembro

Segunda a quinta-feira                                10% de desconto na utilização dos serviços

Fevereiro e Setembro

Segunda a quinta-feira                                20% de desconto na utilização dos serviços

12ª folha

FORMATAÇÃO DE TABELAS

 É formado por apenas linhas horizontais;

 Laterais abertas;

 Título precedido da palavra “Tabela”, numerada na ordem que aparece no texto, fonte 10;

 Fonte na parte inferior, tamanho 10;

 Normalmente apresenta resultados quantitativos (números);

 Pode usar espaçamento e fontes de letras com tamanhos menores que o texto (não precisa seguir o mesmo padrão do texto);

 Geralmente é usada no referencial teórico;

 Deve estar alinhada à esquerda da margem;

 Apresenta-se conforme os padrões das tabelas do IBGE (1993).

13ª folha

EXEMPLO DE TABELA

 Tabela 11 - Sazonalidade mensal

Mês       Média atendimento     mês       %                        sazonalidade

Média atendimento com a sazonalidade

Janeiro                 229                        2,75%                                  235

Fevereiro             229                        -19,25%                                185

Março                  229                        15,59%                                 265

Abril                    229                         7,43%                                  246

Maio                    229                        6,91%                                  245

Junho                   229                        14,93%                                263

Julho                    229                       0,87%                                   231

Agosto                 229                       22,75%                                 281

Setembro             229                        -18,18%                                187

Outubro               229                        64,20%                                 376

Novembro           229                       7,52%                                    246

Dezembro            229                       27,27%                                 291

14ª folha

NUMERAÇÃO PROGRESSIVA PARA TÍTULOS

NUMERADOS

 Seção primária: todas as letras em caixa alta e negrito;

 Seção secundária: todas as letras em caixa alta, sem negrito;

 Seção terciária: somente a letra inicial em caixa alta e em negrito;

 Seção quaternária e quinaria: somente a letra inicial em caixa alta, sem negrito.

INDICATIVO

NUMÉRICO        TÍTULO DA SEÇÃO                          EXEMPLO

2                             Primária                                             2 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

2.1                         Secundária                                          2.1 SITUAÇÃO ATUAL

2.1.1                      Terciária                                              2.1.1 Pesquisa de mercado

2.1.1.1                  Quaternária                                           2.1.1.1 Pesquisa com Clientes

2.1.1.1.1              Quinaria                                                 2.1.1.1.1 Diagnóstico Pesquisa Clientes

15ª folha

ESTRUTURA DO PROJETO INTEGRADOR

·         Capa

·         Folha de rosto

·         RESUMO

·         Lista de ilustrações

·         SUMÁRIO

1.       1 INTRODUÇÃO

1.1   PROBLEMATIZAÇÃO

1.2   JUSTIFICATIVA

1.3   OBJETIVO GERAL

1.4   OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1.5   METODOLOGIA

1.6   CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

2.       2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.       3 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

3.1   SITUAÇÃO ATUAL

3.2   SITUAÇÃO IDEAL

3.3   ANÁLISE CRÍTICA

4.       4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

v  REFERÊNCIAS

v  APÊNDICES

v  ANEXOS

16ª folha

CAPA

3 cm parte superior e esquerda da folha

2 cm parte inferior e direita da folha

Deve conter:

• Nome da Instituição;

• Nome do(s) autor(es);

• Título e subtítulo (se houver);

• Local (cidade da Instituição);

• Ano da apresentação do trabalho.

Apresentação:

• Todas as letras maiúsculas e em negrito;

• Fonte 12;

• Arial ou Times New Roman.

• Espaçamento entre linhas 1,5 cm.

• A capa não deverá ser contada para efeito de paginação do trabalho.

17ª folha

FOLHA DE ROSTO

Parágrafo no Centro da página 2 cm 2 espaços de 1,5 cm

- Arial 12

- Sem negrito

- Espaçamento simples

3 cm margem superior e esquerda da olha

Deve conter:

• Nome do autor;

• Título e subtítulo (se houver);

• Caracterização do trabalho com espaçamento entre linhas simples;

• Nome do orientador;

• Local (cidade da Instituição);

• Ano da apresentação do trabalho.

18ª folha

RESUMO

O resumo deve conter: os objetivos, metodologias, os resultados e as considerações finais do trabalho. O assunto a ser tratado deve ser expresso na primeira frase, devendo ser situado no tempo e no espaço, caso o título não seja suficiente explícito.

Redigi-lo em um único parágrafo, sem tabulação e entrelinhamento simples. Usa-se a terceira pessoa do singular. Empregam-se frases curtas e afirmativas e termos simples e claros. Termos técnicos e nomes não podem ser abreviados. O resumo deve conter entre 100 e 250 palavras. Este exemplo contém aproximadamente 100 palavras.

Palavras-chave: Resumo. Resumo indicativo. Metodologias.

19ª folha

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

 Elaboração a partir de 3 ocorrências;

 Elaborar uma lista por tipo de ilustração;

 Apresentar em ordem alfabética;

 Fonte 12;

 Arial ou Times New Roman;

 Espaçamento entre linhas 1,5 cm.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Título ..................................... 8

Gráfico 1 – Título.....................................10

Quadro 1 – Título .................................. 17

Tabela 1 – Título ................................... 30

20ª folha

SUMÁRIO

 SEÇÃO (Títulos / Capítulos): Arial 12 negrito;

 SUBSEÇÃO (Subtítulos / Sub-capítulos: Arial 12 sem

negrito;

 Espaçamento: 1,5 ;

 Sem o ponto entre o numeral que identifica a SEÇÃO e/ ou SUBSEÇÃO e seu Nominal);

 Para criar um SUMÁRIO:

1. Posicione o cursor e insira a palavra SUMÁRIO no centro da página;

2. Dar um <enter> para posicionar o cursor na primeira posição da linha abaixo;

3. A seguir, você deve selecionar na barra de ferramentas: [inserir / referência / índices / índice analítico / ok];

4. Selecionar o formato desejado do índice e o nível de apresentação dos títulos e sub-títulos;

 

21ª folha

INTRODUÇÃO

O objetivo da Introdução é situar o leitor no contexto do tema pesquisado, oferecendo uma visão global do estudo realizado, esclarecendo as delimitações estabelecidas na abordagem do assunto, os objetivos e as justificativas que levaram o autor a tal investigação para, em seguida, apontar as questões de pesquisa para as quais buscará as respostas. Deve-se, ainda, destacar a Metodologia utilizada no trabalho.

A Apresentação se constitui em forma contextualizada, do que trata o tema, situando-o no lugar, no tempo e no espaço, quando, onde, como, porque, com quem, quanto e o que o trabalho se propõe a fazer e a quem se destina, sendo que quem está realmente partindo do zero pode encontrar inspiração para um tema seguindo alguns caminhos, ou seja, os caminhos da pesquisa, propriamente dita e que,  possivelmente, será na revisão bibliográfica, ou até mesmo no rol de habilidades e competências das disciplinas eixo de formação da área de conhecimento do módulo.

Permite posicionar o leitor (e a si próprio, o autor) sobre o que se pretende fazer, qual a relevância do trabalho e seu escopo.

Ressalta os pontos principais que o trabalho vai focar, as fontes e fatos que estão relacionados com o trabalho da pesquisa.

Apresenta pontos de relevância para elaborar o trabalho. Pode incluir a temática na qual se posiciona a natureza da investigação que se realiza.

22ª folha

PROBLEMATIZAÇÃO

É a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. O Problema é criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. O autor, no caso, criará um questionamento para definir a abrangência de sua pesquisa. O problema, geralmente, é feito sob a forma de pergunta.

Problematização é a transformação de uma necessidade humana em problema.

Segundo Popper (1975), toda discussão científica deve surgir com base em um problema ao qual se deve oferecer uma solução provisória a que se deve criticar, de modo a eliminar o erro. É uma questão não resolvida, é algo para o qual se vai buscar resposta, via pesquisa.

Problema é tudo aquilo que, de forma relevante, causa incômodos, constituindo-se como elemento central e fundamental de um projeto.

Fontes Inspiradoras: referencial teórico que leu; a experiência como pesquisador; vivência; através de grupos de pesquisa; leitura de outros trabalhos de pesquisa; estudos exploratórios primários; refutação de alguma hipótese de pesquisa anterior; inspiração, intuição.

Características: relevância; delimitação; factibilidade; operacionalidade.

Os problemas apresentam, em seus anunciados, indicadores, conceitos (variáveis) e/ ou relações entre conceitos

22ª folha

JUSTIFICATIVA

Motivação da equipe, valor do objeto de estudo e relevância acadêmica, para a comunidade e empresarial. É o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. A justificativa de um trabalho de pesquisa responde à pergunta: "para que" serve este trabalho? Na Justificativa deve-se:

a) Demonstrar qual o valor do seu objeto de estudo;

b) Destacar a relevância do estudo, tanto em termos acadêmicos, quanto nos aspectos de utilidade empresarial ou social;

c) Mostrar a viabilidade do tema enquanto objeto de estudo;

d) Esclarecer por que razões foi escolhido este tema;

e) O que o trabalho pode acrescentar ao conteúdo acadêmico?

f) Que benefícios pode trazer à comunidade?

É a apresentação de forma clara e sucinta das razões teóricas e ou práticas que justificam / argumentam a realização da pesquisa. São os motivos que levam à realização da ação, ou da execução do estudo, a sua adequação à faixa etária ou nível da formação e os ganhos que se pretende alcançar.

23ª folha

OBJETIVO GERAL

Procura dar uma visão global e abrangente do tema, definindo de modo amplo, o que se pretende alcançar. Quando alcançado dá a resposta ao problema. Tem caráter finalístico e deve ser consoante com a Situação Ideal. É o resultado que se deseja alcançar quando se tiver a descrição ou a solução do problema; não confundir com o problema de pesquisa; deve ser sempre sustentado pelos objetivos específicos.

É o objetivo geral que o projeto integrador (interdisciplinar) pretende alcançar, é sua espinha dorsal e deve expressar claramente aquilo que o pesquisador pretende conseguir com sua investigação. O objetivo geral de um projeto de pesquisa científica é sua espinha dorsal, devendo expressar claramente aquilo que o pesquisador pretende conseguir com sua investigação.

NOTA: Não é o que vai fazer braçalmente.

24ª folha

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Tem função intermediária e instrumental, ou seja, tratam dos aspectos concretos que serão abordados na pesquisa e que irão contribuir para se atingir o objetivo geral.

É com base nos objetivos específicos que o pesquisador irá orientar o levantamento de dados e informações.

Tem caráter intermediário ou metas a ser atingidas, devendo ser apresentados em um ordenamento coerente e prioritário de forma que mostre ao leitor, através dos mesmos, a maneira de atingir o Objetivo Geral. Devem inspirar a Fundamentação Teórica, bem como a Situação Ideal.

Significam “o que alcançar” – caminho para alcançar o objetivo geral; geralmente são descritos começando com um verbo no tempo infinitivo. São a base de sustentação do objetivo geral, ou seja, onde se quer chegar para alcançá-lo. Os problemas intelectuais que podem (e devem) ser divididos em tantas partes quantas possíveis ou necessárias para bem resolvê-los.

Assim, o objetivo geral será subdividido em tantos objetivos específicos quantos necessários para o estudo e a solução satisfatória do problema.

25ª folha

METODOLOGIA

Metodologia significa estudo do método. Método é um procedimento, ou melhor, um conjunto de processos necessários para alcançar os fins de uma investigação. É o procedimento geral. É o caminho percorrido em uma investigação. Mostra como se irá responder aos objetivos estabelecidos. Deve se ajustar aos objetivos específicos.

Envolve a definição de como será realizado o trabalho.

A metodologia é o estudo dos métodos, ou as etapas a seguir num determinado processo, tendo como objetivo captar e analisar as características indispensáveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização. Inclui os seguintes conceitos, em relação a uma disciplina particular ou campo de estudo:

a) Coleção de teorias, conceitos e ideias;

b) Estudo comparativo de diferentes enfoques;

c) Crítica de um método individual.

A metodologia deve apresentar:

a) Método de análise;

b) O tipo da pesquisa;

c) Universo e amostra;

d) Instrumentos de coletas de dados;

Deve-se citar como foi realizado o trabalho de pesquisa do projeto integrador (interdisciplinar), ou seja, escrever como a pesquisa foi realizada, qual material utilizado, onde foi realizada, quem participou, dentre outras informações, caracterizando-a a cada método utilizado, ou seja, definindo o tipo da pesquisa  realizada. Utilizar autores (referências bibliográficas) para explicar o tipo de pesquisa realizada.

26ª folha

TIPOS DE PESQUISA CIENTÍFICA

I. Pesquisa científica segundo os OBJETIVOS;

II. Pesquisa científica segundo as FONTES DE DADOS;

III. Pesquisa científica segundo os PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS;

IV. Pesquisa científica segundo a ABORDAGEM;

V. Pesquisa científica segundo a AMOSTRAGEM.

27ª folha

I - PESQUISA CIENTÍFICA SEGUNDO OS OBJETIVOS

a) Exploratórias: proporciona informações sobre determinado assunto. É quase sempre feita na forma de levantamento bibliográfico.

b) Descritivas: é um levantamento das características conhecidas que compõem o fato/fenômeno/processo. É normalmente feita na forma de levantamento ou observações sistemáticas.

28ª folha

II - PESQUISA CIENTÍFICA SEGUNDO AS FONTES DE

DADOS

a) A bibliografia: pode ser um trabalho independente ou uma etapa inicial de uma pesquisa.

b) O campo: é aquela que recolhe os dados in natura, como percebidos pelo pesquisador. Normalmente se faz por observação direta, levantamento ou estudo de caso.

29ª folha

III - PESQUISA CIENTÍFICA SEGUNDO OS PROCEDIMENTOS DE COLETA

a) Pesquisa bibliográfica: é aquela que utiliza material escrito, gravado e vídeo.

São consideradas fontes bibliográficas:

• Livros (de leitura corrente ou de referência, tais como dicionários, enciclopédias, anuários etc.);

• Publicações periódicas (jornais, revistas, panfletos etc.);

• Fitas gravadas de áudio e vídeo;

• Páginas de web sites;

• Relatórios de simpósios/seminários, anais de congressos;

• Etc.

30ª folha

b) Pesquisa documental: utiliza fontes de informação que ainda não receberam organização, tratamento analítico e publicação, como:

• Tabelas estatísticas;

• Relatórios de empresas;

• Documentos arquivados em repartições públicas, associações, igrejas, hospitais, sindicatos;

• Fotografias;

• Obras originais de qualquer natureza;

• Correspondência pessoal ou comercial;

• Etc.

31ª folha

c) Levantamento (pesquisa de opinião, de motivação etc.): é aquela que busca informação diretamente com um grupo de interesse a respeito dos dados que se deseja obter, utilizando questionários, formulários ou entrevistas. Os dados são tabulados e analisados estatisticamente;

d) Estudo de caso: quando se deseja estudar com profundidade os diversos aspectos característicos de um determinado objeto de pesquisa restrito.

e) Pesquisa observação: ocorre por meio do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado para se obter informações sobre a realidade dos atores sociais em seus próprios contextos.

32ª folha

IV - PESQUISA CIENTÍFICA SEGUNDO A ABORDAGEM

a) Qualitativa: trabalha os dados buscando seu significado, tendo como base a percepção do fenômeno dentro do seu contexto. O uso da descrição qualitativa procura captar não só a aparência do fenômeno como também suas essências, procurando explicar sua origem, relações e mudanças, e tentando intuir as consequências. Para Gil (1999), o uso dessa abordagem propicia o aprofundamento da investigação das questões relacionadas ao fenômeno em estudo e das suas relações, mediante a máxima valorização do contato direto com a situação estudada.

b) Quantitativa: é caracterizada pelo emprego da quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. Para Mattar (2001), a pesquisa quantitativa busca a validação das hipóteses mediante a utilização de dados estruturados, estatísticos, com análise de um grande número de casos representativos, recomendando um curso final da ação. Ela quantifica os dados e generaliza os resultados da amostra para os interessados.

33ª folha

V - PESQUISA CIENTÍFICA SEGUNDO A AMOSTRAGEM

a) Probabilística: é objetiva, pois cada elemento da população tem uma chance conhecida e diferente de zero de ser selecionado para compor a amostra. Ela não é influenciada pela pessoa que está conduzindo a pesquisa. Nesse tipo de amostragem, os elementos da amostra são selecionados aleatoriamente e todos eles possuem probabilidade conhecida de serem escolhidos.

b) Não probabilística: é subjetiva, pois a seleção dos elementos da população para compor a amostra depende ao menos, em parte, do julgamento do pesquisador ou do entrevistador no campo.

34ª folha

CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Breve relato envolvendo as principais características da empresa a qual realizou a pesquisa para o projeto interdisciplinar.

a) Nome da empresa;

b) Produtos e/ ou serviços;

c) Histórico;

d) Sistema de gestão;

e) Origem;

f) Características do tema escolhido;

g) Localização;

h) Definição do negócio;

i) Evidências (políticas, números, valores, etc.)

35ª folha

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

É o levantamentos bibliográfico que envolve os conteúdos correspondentes ao tema do estudo, podendo promover a interdisciplinaridade. É o momento de alinhar a teoria ao objetivo do trabalho prático. Se for preciso, e/ ou possível, pode-se dividir os assuntos em tópicos, conforme a necessidade.

Apresenta e discute as bases conceituais teóricas dentro das quais se encerram e se apoiam os problemas de pesquisa, os objetivos, a metodologia e a análise de dados. Suas funções são apresentar o trabalho de reflexão teórica feita pelo autor (da pesquisa) e sustentar cientificamente os vários componentes da pesquisa.

Como marco teórico para o Projeto Integrador deve conter conteúdos teóricos de autores com obrigatoriedade de referência porque dizem respeito direto ao problema focado e por constituírem material de alto rigor e relevância; o final da fundamentação teórica, os(as) alunos(as) deverá(ão) escrever um tópico esclarecendo o propósito do trabalho prático, ou seja, a forma como será desenvolvido o tema do projeto integrador (interdisciplinar).

A Fundamentação Teórica deve ser baseada, principalmente, nas disciplinas eixo de formação; se relacionar com tema; demonstrar o conhecimento dos aspectos teóricos na compreensão do projeto interdisciplinar; ser escrita em forma dissertativa geral, ou de tópicos, onde deva clarificar qual o papel do grupo de aluno (a)(s) atuando na área do projeto integrador (interdisciplinar) estudado; ser elaborada a partir de material publicado. É, ao mesmo tempo, procedimento de pesquisa e preciosa fonte de informação, pois os dados já estão organizados e analisados; a pesquisa com base em uma revisão da bibliografia deve encabeçar qualquer processo de busca científica que se inicie.

Quando é elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e, atualmente, com material disponibilizado na internet e/ ou, utilização de materiais escritos e/ ou gravados, mecânica e/ ou eletronicamente.

 

Discorrer sobre cada disciplina que consta em seu semestre letivo: como cada conteúdo ministrado pode contribuir para o tratamento do seu projeto?

Demonstrar seu conhecimento dos aspectos teóricos na compreensão do projeto interdisciplinar; narrar os pontos principais da teoria de cada disciplina.

Ao final da fundamentação teórica, o aluno deverá escrever um tópico esclarecendo o objetivo do trabalho prático, ou seja, a pesquisa que será realizada sobre o tema do projeto integrador (interdisciplinar).

Com relação aos fundamentos teóricos, Santos (2007) afirma que "ao escolher um determinado tema, algo dele já nos é conhecido, a releitura exploratória tem o mérito de aumentar a extensão e a profundidade dos conteúdos conhecidos" e continua sua exposição alegando que:

Ao que parece, existe material inicial de pesquisa para o tema. É iniciar a leitura exploratória, levantando curiosidades, conceitos novos, marcando definições, nomes e datas que pareçam importantes para o aprofundamento posterior, traçando enfim, as linhas gerais do assunto a partir das informações contidas naqueles textos (SANTOS, 2007, p. 77).

Assim, o autor ressalta a importância da leitura e releitura de assuntos que abordem o tema escolhido, de forma a aumentar o conhecimento para assuntos e conteúdos que deverão ser conhecidos para o desenvolvimento da fundamentação teórica.

36ª folha

CITAÇÃO

• Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002b, p. 1), citação é a “menção de uma informação extraída de uma outra fonte”.

• A citação pode ser utilizada para esclarecer, ilustrar ou sustentar um determinado assunto;

• Ela garante respeito ao autor da ideia e ao leitor

37ª folha

CITAÇÃO CURTA DIRETA

As citações curtas (até três linhas) diretas são incluídas no texto destacadas entre “aspas”, precedidas ou sucedidas da indicação de autoria

CITAÇÃO CURTA INDIRETA

As citações curtas indiretas são incluídas no texto (sem “aspas”), também precedidas ou sucedidas da indicação de autoria.

CITAÇÃO LONGA DIRETA

As citações longas diretas (com mais de três linhas) devem ser transcritas em bloco separado do texto, com recuo esquerdo de 4 cm a partir da margem, justificado, com a mesma fonte do texto, em tamanho 10 e espaçamento simples.

CITAÇÃO LONGA INDIRETA - PARÁFRASE

Consiste na transcrição, em outras palavras, da ideia principal de um texto. Deve-se fazer uma leitura do texto e então esclarecer com suas próprias palavras. Nesse caso, também devem ser citadas as fontes consultadas e referenciá-las no final do trabalho.

CITAÇÃO DE CITAÇÃO

É a menção de um documento ao qual não se teve acesso, mas do qual se tomou conhecimento por ter sido citado em outro trabalho. Deve ser evitado esse tipo de citação, procurando-se sempre consultar o documento original.

38ª folha

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Esta seção descreve o estudo propriamente dito, ou seja, o trabalho desenvolvido, que pode envolver diagnóstico, implantação de técnicas, modelagem de processos e/ ou serviços, etc. No caso dos trabalhos aplicados, como é comum na gestão, este é um capítulo muito importante. O trabalho e a intervenção realizada devem ser descritos em detalhe, permitindo que outras pessoas reproduzam o que foi feito. Além disso, os resultados devem ser apresentados e analisados.

Se os resultados são positivos, justificam-se (parcialmente) os métodos empregados; se os resultados não acusam melhorias, devem ser analisadas e discutidas as prováveis causas.

Sempre que possível, as mudanças ocorridas e os resultados devem ser analisados de forma abrangente, considerando aspectos associados à cultura organizacional, tecnologia, força de trabalho, qualidade, produtividade, custos, etc.

É próprio apresentar as atividades desenvolvidas através de uma análise do problema (pesquisa) junto à empresa escolhida pelo grupo, salientando a (1) Situação Atual, (2) a Situação Ideal e a (3) Análise Crítica.

39ª folha

SITUAÇÃO ATUAL

Apresentar o diagnóstico do problema levantado pelo grupo junto à empresa escolhida para a pesquisa. Devem ser apresentadas entrevistas, pesquisas, observações ou outras formas metodológicas utilizadas para levantamento das informações. Ao final da apuração dessas informações, deve-se apresentar uma Síntese do Diagnóstico, ou seja, os pontos importantes e relevantes que devem ser levados em consideração para a definição da Proposta de Melhoria (Situação Ideal).

SITUAÇÃO IDEAL

Apresentar a proposta de melhoria para a empresa da pesquisa, ou seja, a(s) provável(is) solução(ões) para a problemática levantada. Neste tópico, devem ser explicadas detalhadamente:

a) Cada ação sugerida pelo grupo, definindo O QUE FAZER? COMO FAZER?

QUANDO E RECUSOS NECESSÁRIOS;

b) Previsão de custos para sua implementação;

c) Plano de implementação (cronograma) das ações;

d) Ao menos 3 (três) indicadores de resultado (KPIs) para avaliação e controle.

ANÁLISE CRÍTICA

Indicação dos resultados e/ ou benefícios das propostas apresentadas, focando:

a) Riscos de manutenção da situação;

b) Desafios de implantação;

c) Reais resultados (quantificáveis);

d) Benefícios (qualificáveis);

e) Desafios para alcançar o sucesso com a implementação da proposta de melhoria.

40ª folha

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fechar o trabalho relacionando os resultados obtidos e alcançados com o papel de administrador. Cabe lembrar que trata-se de um fechamento do trabalho estudado, uma análise que responda os objetivos do estudo, apresentados na Introdução, de forma que atenda a problemática e garanta a interdisciplinaridade. Não se permite que nesta seção sejam incluídos dados novos, que já não tenham sido apresentados anteriormente.

Trata-se de uma análise que responda aos objetivos, de forma que atenda a problemática e garanta a interdisciplinaridade. Nesta seção deve-se apresentar solução ou resposta para o objetivo principal.

Além disso, deve abordar as conclusões do trabalho, apontar os pontos relevantes para sua formação e as sugestões para trabalhos futuros.

Nas sugestões para trabalhos futuros para a empresa e para a própria Faculdade João Bagozzi, podem ser listados os tópicos que não foram abordados ou não foram aprofundados, mas que o(a)(s) autor(es)(as) considera(m) promissores para investigações futuras. Os tópicos devem ser listados e discutidos brevemente, de modo a constituir uma contribuição efetiva para outros pesquisadores.

41ª folha

REFERÊNCIAS

Devem ser exibidos os livros, sites, revistas, enfim, todo o material que foi consultado para elaboração do trabalho. Elemento obrigatório, constituído de uma lista das referências de todas as fontes utilizadas no trabalho, tendo grande importância, e elaboradas conforme a ABNT NBR 6023, constituído de uma lista das referências de todas as fontes consultadas e utilizadas para elaboração do trabalho.

As referências devem ser justificadas à esquerda, com espaçamento simples quando em mais de uma linha, espaço simples entre elas e devem constar em ordem alfabética e cronológica decrescente.

Caso haja duas ou mais referências de mesma autoria, deve ser respeitada a edição mais recente para sua cronologia, como também o(s) nome(s) do(s) autor(es) de várias obras referenciadas sucessivamente, na mesma página, pode(m) ser substituído(s), nas referências seguintes à primeira, por um traço sublinear  (equivalente a seis espaços) e ponto; caso hajam listadas duas ou mais obras iguais e do(s) mesmo(s) autor(es), pode(m) ser substituído(s), nas referências seguintes à primeira, por um traço sublinear equivalente a seis espaços, um ponto e outro traço sublinear equivalente a seis espaços.

EXEMPLOS DAS PRINCIPAIS REFERÊNCIAS

Livro impresso:

AUTORIA. Título. Edição. Local: Editora, ano.

Livro Digital:

AUTORIA. Título. Edição. Local: Editora, ano. Designação específica do tipo de material

Livro internet/on-line:

AUTORIA. Título. Edição. Local: Editora, ano (se houver). Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia/mês/ano.

Parte de livro:

AUTORIA DA PARTE DA OBRA. Título da parte. In: AUTORIA. Título. Edição. Local:

Editora, ano. Número da página inicial-final da parte.

Verbete de enciclopédia e dicionário:

VERBETE (palavra ou assunto consultado). In: AUTORIA. Título da obra. Edição.

Local: Editora, ano. Número de página(s).

Tese, dissertação e monografia:

AUTORIA. Título. Número de folha(s) ou página(s). Tese, Dissertação, Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino, Instituição, Local e ano.

Artigo de periódico impresso:

AUTORIA DO ARTIGO. Título do artigo. Título do Periódico, Local de publicação, número do volume, número do fascículo, número da página inicial-final do artigo, ano/data.

Artigo de periódico internet/online:

AUTORIA DO ARTIGO. Título do artigo. Título do Periódico, Local de publicação, número do volume, número do fascículo, número da página inicial-final do artigo, ano/data. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia/mês/ano.

Legislação - impresso:

JURISDIÇÃO (país, estado ou município). Órgão judiciário compotente (se houver).

Título e número da legislação. Título e dados da fonte na qual foi publicado o documento.

Legislação – internet/on-line:

JURISDIÇÃO (país, estado ou município). Órgão judiciário compotente (se houver).

Título e número da legislação. Título e dados da fonte na qual foi publicado o documento. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia/mês/ano.

Norma técnica - impresso:

ÓRGÃO NORMALIZADOR. Título (corresponde ao número da norma): subtítulo. Local, ano.

Filme cinematográfico:

TÍTULO. Direção de (nome do diretor). Local: Produtora: Distribuidora (se houver), ano. Designação específica do tipo de material (duração em minutos), indicação de som, legenda ou dublagem, indicação de cor, largura em milímetros.

42ª folha

APÊNDICES

O apêndice é opcional e são informações desenvolvidas pelo autor durante o trabalho. Nesse caso, o autor criou questionários ou formulários para a pesquisa. É necessário que no texto do trabalho o autor refira-se aos apêndices no texto ou na nota de rodapé.

O apêndice é um “texto ou documento, elaborado pelo autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho.” (ABNT, 2006, p.7). Os apêndices, e também os anexos, “são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo(s) respectivo(s) título(s).” (ABNT, 2006, p.8).

O que determina a existência de um apêndice em um Trabalho Acadêmico não é o aprofundamento ou detalhamento do assunto estudado, mas sim a sequência lógica do texto nuclear. Em outras palavras, quando um capítulo ou uma resenha bibliográfica feita pelo autor foge do tema geral, mas permanece importante como contribuição ao texto, este capítulo deve configurar como apêndice do trabalho.

Um bom exemplo deste elemento pós-textual está constando neste trabalho como APÊNDICE A, onde é possível verificar instruções de caráter geral, no que se refere à formatação. Outro exemplo é o APÊNDICE B, o qual apresenta algumas dicas preciosas para a apresentação do Projeto Integrador em modo de Miniseminário.

Por fim, o APÊNDICE C apresenta uma mensagem para os discentes, no sentido de despertar uma motivação maior para a elaboração do Projeto Integrador.

43ª folha

ANEXOS

Nessa seção coloca-se todo o material que é usado para consultas mais eventuais e suplementares para evitar que o texto principal fique "pesado". É necessário que no texto do trabalho o autor refira-se aos anexos no texto ou na nota de rodapé.

Segundo a ABNT, o anexo é um “texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração”. (ABNT6, 2006, p.7).

Os anexos “são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo(s) respectivo(s) título(s).” (ABNT, 2006, p.8). São informações complementares assim como tabelas, gráficos, leis, quadros, etc., os quais não encontram espaço apropriado no texto do estudo, por diversos motivos, a saber: tamanho, extensão, dimensão, etc.; São elementos prontos, de terceiros e que são incorporados no estudo como mostra de acuracidade.

Um bom exemplo deste elemento pós-textual está constando neste trabalho como ANEXO A, onde é possível verificar instruções de caráter geral, no que se refere à formatação do anexo.

O ANEXO B ilustra a estrutura do Projeto de Pesquisa de acordo com as Normas Brasileiras (NBR) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).