Plano de carreiras
Plano de carreiras- Preliminares
.Antes: a organização era a
responsável pelo plano de carreira de seu pessoal; e
.Atualmente: as organizações passam
tal responsabilidade às pessoas.
empresa onde as diferenças
individuais são alimentadas;
a informação não é suprimida ou
modificada;
a empresa agrega valor aos
empregados em vez de simplesmente extraí-lo deles;
a organização representa algo
significativo;
o trabalho em si é intrinsecamente
gratificante e não existem regras estúpidas.
Definições e conceitos
. Ter identidade com uma
organização é gostar de sua missão, de seus objetivos, de considerá-la
importante para a comunidade e para o país.
. “O plano de carreira está
relacionado com os objetivos profissionais do indivíduo e suas aspirações
pessoais de carreira” (LUCENA, 1999).
“Criatividade, motivação e
envolvimento (a partir de uma grande identidade entre indivíduo e empresa) são peças chaves para produzir de acordo com
as necessidades organizacionais”
(IRISVIDEO, 1995).
. Ter identidade com uma
organização é gostar de sua missão, de seus objetivos, de considerá-la
importante para a comunidade e para o país.
. “O plano de carreira está
relacionado com os objetivos profissionais do indivíduo e suas aspirações
pessoais de carreira” (LUCENA, 1999).
“Uma âncora da carreira é um
auto-conceito que orienta, estabiliza e integra as experiências profissionais
de uma pessoa” (MILKOVICH e BOUDREAU, 2000).
Âncoras de carreira:
.Competência técnica/funcional
(SCHEIN, 1985): as pessoas se consideram conservadoras, evitando mudanças
radicais, preferem prosseguir usufruindo e mantendo suas habilidades técnicas
atuais;
.Competência de gestão (RYNES,
TOLBERT e STRAUSSER, 1988): aqui as competências a serem desenvolvidas são as
de gestão, vinculadas as relações inter-pessoais;
.Segurança: diz respeito ao receio
que as pessoas têm de serem remanejadas, expatriadas ou de mudar de empresa;
.Criatividade: encontramos os
empreendedores, pessoas que buscam sempre a inovação, desenvolvendo as mais
diversas ações de maneiras jamais realizadas; e
.Autonomia/independência: trata da
ideia de sair da formalização imposta pelo ambiente organizacional, evitando
regras, normas e regulamentos na busca de uma certa liberdade.
“Planejamento de carreira é um
processo contínuo de interação entre o
empregado e a organização visando a atender aos objetivos e interesses de ambas as partes”
(TACHIZAWA, FERREIRA e FORTUNA,
2001).
Conhecer as limitações: as externas
(mundo) e as internas (limitações pessoais);
Definir uma meta: não se pode
definir uma meta sem conhecer com clareza as limitações a que estamos sujeitos;
Não desviar o foco: determinar o ponto que se
deseja alcançar; e
- Planejar as ações: organizar,
coordenar e controlar as ações que devem ser executadas.
Avalie constantemente: é
fundamental que as escolhas sejam questionadas;
Busque informações: informações substanciais;
- Envolva outras pessoas na hora de
planejar a sua carreira: procure alguém mais experiente (um tutor ou mentor,
entre outros);
Intuição e ousadia: não negue seus sentimentos
e saiba assumir riscos calculados no que diz respeito ao planejamento de sua
carreira; e
Comprometa-se: sem comprometimento com o que
se está planejando, tudo se torna extremamente complicado.
Finalidades (TACHIZAWA, FERREIRA e
FORTUNA, 2001)
Facilita a tomada de decisões: dos
gestores e das pessoas, visualização das oportunidades de crescimento
existentes na organização;
Auxilia o desenvolvimento: pessoal
e profissional das pessoas e da organização de forma global;
Funciona como alicerce: para as
demais atividades pertinentes à gestão de pessoas, como R&S – Recursos e
Serviços, T&D – Tecnologia e Desenvolvimento; e
Assegura o dinamismo e a
transparência: para quem está seguindo as exigências de um dado plano de
carreira, saber os requisitos de forma transparente funciona como um forte
estimulante.
Vantagens da utilização
Retenção de talentos: as pessoas se sentem
motivadas a prosseguir na própria organização, gerando uma diminuição da
rotatividade (turnover) de pessoal;
Movimentação de pessoal eficaz e
eficiente: dificilmente pessoas incapacitadas serão remanejadas, promovidas
para exercer tal função; e
Identificação do perfil necessário:
não só voltado para as necessidades atuais da organização, mas também para as
futuras necessidades.
Pré-requisitos rigorosos: podem
vetar pessoas capacitadas que não se enquadrem em algumas das fortes exigências
requeridas;
Limite de ocupação: as pessoas deverão
procurar se enquadrar a esta nova
realidade ou procurar outra organização que melhor se adapte à sua competência;
e Necessidade de permanente atualização do processo: para que os requisitos de
cada posição estejam condizentes com a realidade mutante da organização.
Ter políticas e normas direcionadas
para o planejamento de carreira: o plano de carreira pode ser re-elaborado, o
que sugere a revisão de políticas e normas;
Ter um sistema de administração de carreiras:
uma estrutura de carreira responsável pela solidez do sistema; e Ter meios e modos de gerir orientados para o
crescimento mútuo: “criar e utilizar
instrumentos de avaliação de potencial e desempenho das pessoas, para se
alcançar o objetivo de promover pessoas certas para os lugares certos”
(RESENDE, 1991).
Estruturas em linha: crescimento
vertical do indivíduo na organização, estagiário - auxiliar de vendas -
vendedor...;
Estruturas em rede: dispor
alternativas às pessoas da organização em relação às posições que deverão ser
ocupadas por elas; e
Vendedor regional - aux. De compras
– aux. De vendas – estagiário
Estruturas de carreira
- Estruturas paralelas:
posicionamento de duas estruturas em linha (uma técnica e outra de gestão ou
gerencial) de forma paralela.
Etapas do desenvolvimento de uma carreira
1a etapa – Exploração:
estabelecimento do cenário de nossas aspirações, pensar no nosso futuro
definindo com clareza nossos objetivos;
2a etapa – Preparação: assegurar
que tal objetivo será alcançado, observar as pessoas:
indecisas sobre o desenvolvimento do
processo: detentores de pouca
experiência e de posse de informações escassas;
indecisos
crônicos: por conta de suas angústias e temores não conseguem tomar as decisões cabíveis a determinado momento;
2a etapa – Preparação: assegurar
que tal objetivo será alcançado, observar as pessoas (cont.):
vigilantes:
capazes de tomar decisões firmes após análise por
completo das diversas situações e dados anteriormente coletados; e
hipervigilantes:
combinação dos indecisos crônicos com os
vigilantes, a decisão é tomada com rapidez, porém sem uma análise tão completa e profunda quanto à dos vigilantes.
3a etapa – Entrada: no mercado de
trabalho, testar diversos caminhos (revistas técnicas e não técnicas, programas
de televisão, filmes que tratam de questões de mercados...);
4a etapa – Estabelecimento:
consiste nos confrontos com os reais desafios da profissão, consciência das
regras e expectativas sociais e organizacionais;
5a etapa – Avanço: estar sempre
atualizado e considerando a experiência anterior uma boa experiência, com seus
aspectos positivos e os negativos; e
6a etapa – Estabilização: momento
em que as oportunidades de avanço se esgotam, de modo que a pessoa, embora
estável, deve definir qual será a próxima etapa da sua vida profissional.
6a etapa – Estabilização (cont.):
.Três alternativas aposentar-se;
mudar
de empresa ou de cargo; ou
renovar-se,
retornando a 1a etapa.
Estágios de um ciclo de vida profissional
.Formas das pessoas da organização
se apresentar, (RESENDE, 1991):
Nas etapas iniciais: devemos nos voltar para
as pessoas que ainda se encontram na fase de exploração, preparação, ou mesmo,
entrada ou estabelecimento na nova organização;
Nas etapas finais: disposição
apenas para uma movimentação horizontal (job rotation), poderá haver um
remanejamento de pessoas, depois de esgotadas as possibilidades de avanço;
- Como peças-chave: tornar as
pessoas aptas a participarem dos planos de sucessão. Não podemos desperdiçar
talentos, muito menos pôr em risco o andamento da organização, pois existem
headhunters (caçadores de talentos)...; e
Estagnadas: pessoas que se
encontram na etapa de estabilização do ciclo de desenvolvimento de uma
carreira, mas devem optar pela aposentadoria como próxima e última etapa do seu
ciclo de vida profissional.
Planejamento de carreira: ontem, hoje e tendências
. Concepções sobre o planejamento
de carreira (RESENDE, 1991):
-Não objetivas: percebemos uma
dispersão por parte da organização em relação ao foco das ideias apresentadas;
Pré estabelecidas: a carreira que é
pré-estabelecida pela organização pode não ser a que você deseja para si e aí
você terá que resolver qual caminho tomar; e
Desvirtuadas: o plano de carreiras
é compreendido e utilizado (apenas) para fins de aumento salarial. É
interessante, mas ruim para o futuro da organização.
“É função do gestor de pessoas
atuar energicamente, demonstrando que o plano de carreiras deve ser entendido
pela organização como uma proposta também de crescimento profissional, com a
qual todos ganharão não somente aumentos salariais” (RESENDE, 1991).


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